Entre metas e incertezas: o que 2025 me ensinou sobre equilíbrio
- PC Junior

- 31 de dez. de 2025
- 3 min de leitura

Se alguém me dissesse em janeiro que este ano seria um teste de paciência e foco, talvez eu não acreditasse. Quem trabalha com vendas, sabe que o frio na barriga faz parte do dia a dia. Mas 2025 foi além: foi um ano de altos e baixos que me exigiu muito mais do que técnica; exigiu que eu buscasse um porto seguro para não perder o prumo.
Compartilho aqui algumas percepções que me ajudaram a atravessar esse mar agitado:
1. Quando os números oscilam, a base se fortalece
Logo no começo do ano, encarei uma queda de 30% nos negócios. Ver o gráfico cair dá um susto, e a ansiedade logo tenta assumir o controle da situação.
O que aprendi: Existe um princípio que diz: "O coração do homem planeja o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos" (Provérbios 16:9).
Minha reflexão: Aprendi que, mesmo quando meus planos parecem não andar na velocidade que eu queria, há um cuidado maior guiando a rota. Esse tempo de "baixa" não foi um sinal para desistir, mas um convite para cuidar melhor de cada detalhe e de cada cliente. Se o mercado esfria, o nosso lado humano é que precisa aquecer.
2. Aprendendo a caminhar mesmo sem bússola
Este ano vivi o desafio de ficar meses sem uma gestão direta e ver mudanças rápidas na liderança. Em meio a processos incertos, era fácil se sentir perdido.
O que aprendi: Há um ensinamento que mudou meu jeito de encarar o crachá: "Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens" (Colossenses 3:23).
Minha reflexão: Entendi que a minha entrega não pode depender apenas de quem está me liderando no momento. Quando a gente entende que o nosso trabalho tem um propósito maior, a falta de uma direção externa vira uma oportunidade de ouro para fortalecer a autogestão e a responsabilidade.
3. O barulho das propostas e o valor da permanência
Com o mercado agitado, é comum surgirem convites de fora. Avaliar essas propostas enquanto tentamos manter o foco onde estamos exige um bocado de discernimento.
O que aprendi: Uma frase de sabedoria que guardo comigo diz: "O homem paciente vale mais que o guerreiro, e o que domina o seu espírito, mais que o que conquista uma cidade" (Provérbios 16:32).
Minha reflexão: Nem toda porta que se abre é o melhor caminho. Às vezes, o maior crescimento não está em mudar de lugar, mas em ter o domínio próprio para atravessar a tempestade onde você já plantou raízes. Manter a sanidade e a lealdade me trouxe uma força que nenhuma "promessa fácil" traria.
4. O balanço final: o que realmente fica?
Olho para trás e vejo que sobrevivi a picos de tensão que pareciam intermináveis. O ano chega ao fim e percebo que a maior vitória não está apenas nos contratos fechados, mas na paz que consegui manter.
O que aprendi: O apóstolo Paulo escreveu algo que resume bem esse sentimento: "Não que eu já tenha alcançado tudo, mas sigo em frente..." (Filipenses 3:12).
Minha reflexão: A vida profissional é um eterno aprendizado. 2025 não foi um ano perdido; foi um ano de "ajuste de motor". Não termino o ano com todas as respostas, mas termino com a certeza de que o sucesso real é deitar a cabeça no travesseiro e saber que, apesar de tudo, o foco e a fé continuam intactos.
E você? Se o seu ano também foi uma "travessia" difícil, se os seus números oscilaram ou se a estrutura ao seu redor mudou sem aviso prévio, saiba que isso não define o seu fim. Às vezes, o ano serve apenas para nos mostrar de que material somos feitos.
Que em 2026 a gente continue caminhando, não porque o caminho é fácil, mas porque sabemos Quem nos guia e onde queremos chegar.
PCBJ.




Caro PC, é um prazer te-lo como amigo!
Fazendo uma reflexão sobre o texto e o que vivi, a “travessia” de 2025, com suas oscilações e mudanças estruturais, não foi um teste de fragilidade, mas sim um laboratório de resiliência.
Acredito que o ano não define o nosso fim, mas sobre a FIRMEZA do propósito e a CONFIANÇA em “ Quem nos guia”.
É um previlégio caminhar com essa certeza e fé!
Parabéns garoto!
Paulo, acompanho seus textos sempre. A cada novo post, me sinto representado. É bom quando compartilhamos nossos sentimentos e vemos que não estamos sozinho. Parabéns!