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A quarentena que nos faz pensar.

Atualizado: 26 de nov. de 2020


Você “ Gladiador do 3º milênio” (Galvão Bueno) que está enfrentando o seu isolamento social de maneira dedicada, possivelmente deve ter formulado algumas questões em sua mente “ociosa”. Acredito que alguns desses questionamentos possa ter sido: “O que será de mim?”, “Será que vou manter meu emprego?”, “E o meu livro, vou conseguir escrever?”, “Vou ter um filho?”, “Não vou ter a oportunidade de plantar uma árvore?”, “Vai dar tempo de cumprir minhas metas?”.

A verdade é que alguns de nós estamos envoltos de tanto medo que deixamos de viver o hoje e consequentemente congelamos em nosso isolamento. Claro que isso é muito compreensivo devido a quantidade de informações que recebemos a todo instante, seja por mídias sociais, amigos, familiares, e claro, por conta da nem tão extinta televisão, que a todo instante não nos deixa esquecer do assustador Covid-19.

“Devemos aceitar com serenidade as coisas que não podemos modificar, ter coragem para modificar as que podemos e sabedoria para perceber a diferença.” ― Francisco de Assis

Essa realidade do caos instalado pelo medo nos impulsiona a refletir em nosso papel como indivíduo, e eu também me peguei a pensar nessa quarentena. A minha reflexão me conduzia a avaliar, caso eu contraísse o tão popular vírus e viesse a faltar, qual seria a minha contribuição para sociedade? Será que consegui realmente fazer diferença no mundo? 


E a resposta veio de imediato: Não! Minha contribuição é insignificante, não fiz a diferença alguma para o mundo. Por conta dessa resposta decepcionante, consequentemente o abatimento se fez presente em meu espírito.

Sorte que tenho um filho e uma esposa, e que ao olhar para os dois isolados em casa, fazendo a atividade mais simples que existe dentro de um apartamento de 70m², que é ver TV, eu percebi o óbvio. Não preciso fazer a diferença no mundo inteiro, não preciso ter uma contribuição impactante ao ponto de transformar toda sociedade, e não preciso ser o digital influencer que tanto se almeja nessa era da modernidade das redes sociais, não preciso da fama e nem do reconhecimento de mais ninguém.

O que realmente preciso é fazer a diferença para o meu filho e para minha esposa. Para ela, preciso ser o alicerce forte e resistente, preciso mostrar que a minha estrutura tem a capacidade de suportar, de forma pensada, a qualquer quarentena que possa surgir pela frente, e mesmo que possa balançar, este balanço é calculado e não é capaz de abalar a base, se caso vier a sofrer alguma fissura, ela encontre em mim a resiliência que se espera de alguém forte e sensível.

"Não fui eu que ordenei a você? Seja forte e corajoso! Não se apavore nem desanime, pois o Senhor , o seu Deus, estará com você por onde você andar”. Josué 1:9

Para meu filho, quero o contagiar com minhas crenças, mostrar que Deus é a prioridade na vida de todo indivíduo e mesmo que surjam questionamentos e argumentos contrários, que ele entenda que é da natureza humana vacilar, mas que a natureza de Deus é divina e vai além de qualquer argumento ou filosofia. Preciso mostrar que o mundo é belo, que existem valores inegociáveis, que ser integro é mais importante do que qualquer sucesso momentâneo, existem diversos princípios a serem transmitidos para ele, e será esse o meu legado. O medo presente nessa quarentena não me sufocará em exercer a relevância com aqueles a quem devo.

Se você tem feito a mesma reflexão nesses últimos dias, observe ao seu redor e perceba quem realmente importa para você. O seu medo perderá forças, a coragem motivadora surgirá, e mostrará que não existe isolamento social quando se tem com quem se importar.

PC Junior

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